O derrame articular – um acúmulo excessivo de líquido dentro de uma articulação – é uma condição clínica que pode causar significativo desconforto e limitação funcional. Embora possa ocorrer em qualquer articulação do corpo, o joelho é a região mais frequentemente afetada, sendo popularmente conhecido como “água no joelho“. Essa condição não é uma doença em si, mas sim um sinal de que algo não está funcionando adequadamente dentro da articulação, demandando investigação. Pode surgir devido a diversos fatores, como traumas diretos, processos inflamatórios, infecções ou doenças sistêmicas como artrite e gota, causando inchaço, dor e dificuldade de movimento.
Neste artigo abrangente, você encontrará um guia completo sobre o que é o derrame articular, quais são seus principais sintomas, as diversas causas por trás de sua manifestação, as opções de tratamento disponíveis e as situações em que essa condição pode levar ao afastamento do trabalho. Em alguns casos, o derrame também pode estar relacionado ao cisto de baker, que se forma atrás do joelho e provoca um aumento de volume na região, exacerbando os sintomas. Compreender o derrame articular é o primeiro passo para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

Derrame Articular: O Que É e Como Acontece (Definição e Fisiopatologia)
O derrame articular é definido como o acúmulo anormal de líquido sinovial em excesso – ou, em alguns casos, sangue (hemartrose), pus (artrite séptica) ou outros fluidos – dentro da cápsula de uma articulação. Essa resposta fisiológica do corpo é desencadeada por uma variedade de insultos internos ou externos que afetam a integridade da articulação. No contexto do joelho, essa manifestação é amplamente reconhecida como “água no joelho“, provocando desconforto, aumento visível do volume e uma sensação de calor local. A presença de líquido articular em excesso interfere diretamente na mobilidade, tornando atividades simples do dia a dia, como andar, subir escadas ou se curvar, bastante desafiadoras.
O líquido sinovial é naturalmente produzido para lubrificar as articulações e nutrir a cartilagem. No entanto, quando ocorre uma lesão ou inflamação, a membrana sinovial (camada que reveste a articulação) pode produzir líquido em quantidade muito superior à normal, ou a capacidade de absorção pode ser comprometida, resultando no derrame. Por isso, identificar a causa exata desse acúmulo é fundamental para definir o tratamento mais adequado. Quem se pergunta o que é bom para artrose no joelho deve considerar que o manejo de derrames articulares associados e a melhoria da função articular dependem de uma orientação médica precisa, exercícios adequados e, em certos casos, intervenções como punção articular ou até mesmo cirurgias.
Quando o problema exige um procedimento cirúrgico, entender o que é artroscopia do joelho ajuda o paciente a compreender como essa cirurgia minimamente invasiva pode não apenas remover líquidos acumulados, mas também reparar lesões meniscais, reconstruir ligamentos ou tratar irregularidades na cartilagem, promovendo um alívio da dor e uma recuperação mais eficiente da mobilidade. Embora o derrame articular possa acontecer em qualquer idade, é mais comum em indivíduos fisicamente ativos, atletas ou pessoas que já apresentam histórico de doenças articulares ou que submetem suas articulações a estresse repetitivo.
Mecanismos de Formação do Derrame Articular
A formação do derrame articular pode ser explicada por alguns mecanismos principais:
- Aumento da Produção de Líquido Sinovial: Em resposta a uma inflamação (causada por trauma, infecção, autoimunidade), a membrana sinovial aumenta a produção de líquido sinovial para “lavar” a articulação e transportar células inflamatórias.
- Diminuição da Absorção de Líquido: Em algumas condições, a membrana sinovial pode estar danificada ou sobrecarregada, diminuindo sua capacidade de reabsorver o líquido, levando ao seu acúmulo.
- Vazamento de Vasos Sanguíneos (Hemartrose): Lesões internas mais graves, como fraturas intra-articulares ou rupturas ligamentares importantes, podem causar sangramento direto na articulação, resultando em hemartrose.
- Presença de Corpos Estranhos ou Irritantes: Cristais (como na gota), fragmentos de cartilagem ou infecções bacterianas podem irritar a sinóvia, estimulando a produção excessiva de líquido articular.
Causas do Derrame Articular no Joelho
As causas do derrame articular no joelho são diversas e podem ser classificadas em traumáticas e não traumáticas. Compreender a origem é fundamental para um tratamento direcionado e eficaz.
Causas Traumáticas
Entre as causas traumáticas, destacam-se:
- Entorses e Lesões Ligamentares: Traumas que causam estiramento ou ruptura dos ligamentos do joelho, como o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) ou Ligamento Colateral Medial (LCM). Essas lesões internas provocam inflamação e, frequentemente, sangramento na articulação, resultando em um joelho incha rapidamente.
- Lesões Meniscais: Rupturas ou desgastes dos meniscos (estruturas de cartilagem que atuam como amortecedores no joelho) liberam fragmentos que irritam a membrana sinovial, levando ao aumento da produção de líquido articular.
- Fraturas Intra-Articulares: Fraturas que atingem a superfície articular do fêmur, tíbia ou patela podem causar sangramento direto na articulação (hemartrose) e inflamação significativa.
- Contusões Diretas: Impactos diretos no joelho podem gerar inflamação e derrame articular, mesmo sem fraturas ou rupturas maiores.
Esses eventos traumáticos provocam danos nos tecidos internos da articulação, e o corpo reage produzindo mais líquido para proteger, lubrificar e tentar “limpar” a articulação. Esse acúmulo é parte de um mecanismo de defesa, mas pode gerar dor intensa e limitação de movimento. Quanto mais grave a lesão, maior tende a ser o volume de líquido acumulado. A busca por um diagnóstico rápido é essencial para prevenir danos crônicos.
Causas Não Traumáticas
As causas não traumáticas são geralmente associadas a doenças ou condições crônicas que afetam a articulação:
- Artrite Reumatoide: Uma doença autoimune que causa inflamação crônica nas articulações, incluindo o joelho, resultando em derrame articular persistente.
- Osteoartrite (Artrose): O desgaste da cartilagem articular, mais comum em idosos, leva a processos inflamatórios e à produção excessiva de líquido sinovial. É uma das causas mais frequentes de derrame articular crônico.
- Gota e Pseudogota: Doenças causadas pelo acúmulo de cristais (ácido úrico na gota, pirofosfato de cálcio na pseudogota) nas articulações, desencadeando inflamação aguda e derrame.
- Infecção Articular (Artrite Séptica): Uma infecção bacteriana ou fúngica na articulação é uma emergência médica. Causa inflamação severa, derrame purulento, dor intensa, vermelhidão, calor e febre, e requer tratamento imediato.
- Sinovite Pigmentada Vilonodular: Uma condição rara que causa espessamento da membrana sinovial e derrame articular recorrente.
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Cisto de Baker: Embora seja uma complicação e não uma causa primária, o cisto de Baker (ou cisto poplíteo) é uma bolsa de líquido sinovial que se forma na parte de trás do joelho, geralmente resultante de um derrame articular crônico causado por outro problema interno do joelho. O cisto em si pode se romper, causando um joelho incha e dor na panturrilha.
- Doenças Sistêmicas: Condições como lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, ou distúrbios metabólicos, também podem desencadear o derrame articular como parte de sua manifestação sistêmica.
- Sobrecarga Repetitiva: Atividades físicas de alto impacto ou esforços repetitivos no trabalho podem levar à inflamação crônica e ao derrame articular, mesmo sem um trauma agudo.
Nessas situações, o acúmulo de líquido articular é resultado de processos inflamatórios, infecciosos ou degenerativos que afetam diretamente a articulação.
Quais São os Sintomas do Derrame Articular?
Os sintomas do derrame articular variam em intensidade e manifestação, dependendo da causa subjacente, do volume de líquido acumulado e do tempo de evolução do problema. Os mais comuns e perceptíveis incluem:
- Inchaço (Edema): O sintoma mais evidente é o inchaço visível da articulação afetada. No joelho, o joelho incha pode ser tão significativo que as reentrâncias naturais ao redor da patela desaparecem, ou o contorno da articulação fica arredondado e tenso.
- Dor: A dor é um sintoma proeminente, podendo variar de um desconforto leve a uma dor intensa e pulsante. A dor geralmente piora ao movimentar a articulação, ao colocar peso sobre ela ou ao tentar flexioná-la completamente.
- Calor Local (Aumento da Temperatura): A articulação afetada pode apresentar um aumento da temperatura, tornando-a quente ao toque. Isso indica um processo inflamatório ativo.
- Rigidez: A presença de líquido articular em excesso dificulta a movimentação livre da articulação, causando rigidez, especialmente após períodos de inatividade, como ao acordar pela manhã.
- Limitação de Movimento: O derrame restringe a amplitude de movimento da articulação, dificultando a flexão e extensão completas. No joelho, por exemplo, o paciente pode não conseguir esticar ou dobrar a perna completamente.
- Sensação de Peso ou Tensão: Muitos pacientes relatam uma sensação de peso, pressão ou plenitude dentro da articulação, devido ao volume extra de líquido articular.
- Vermelhidão (em casos de infecção ou inflamação aguda): Em algumas situações, como infecções ou crises agudas de gota, a pele sobre a articulação pode ficar avermelhada.
Quando a origem do derrame é infecciosa (artrite séptica), sintomas adicionais podem surgir, como febre (geralmente alta), calafrios, mal-estar geral e uma dor intensa e progressiva que não cede facilmente, nem mesmo com repouso ou tratamentos para tendinite patelar. Nesses casos, a evolução pode ser rápida e exigir tratamento médico imediato para evitar danos permanentes à articulação ou sepse. Por isso, diante de sintomas persistentes, que pioram com o tempo, ou que são acompanhados de febre, é fundamental procurar atendimento médico urgente para evitar complicações e preservar a função articular.
Como É Feito o Diagnóstico do Derrame Articular (Avaliação e Exames)
O diagnóstico preciso do derrame articular é crucial para identificar a causa e estabelecer o tratamento mais adequado. O processo geralmente envolve uma combinação de avaliação clínica e exames complementares.
Avaliação Clínica
O diagnóstico do derrame articular começa com uma avaliação clínica detalhada realizada pelo médico. Esta etapa inclui:
- Anamnese: O médico coleta informações sobre o histórico do paciente, como:
- Quando a dor e o inchaço começaram?
- Houve algum trauma recente na articulação?
- Quais atividades o paciente realiza regularmente?
- Há histórico de doenças articulares (artrite, gota) ou sistêmicas?
- Quais sintomas adicionais estão presentes (febre, vermelhidão, rigidez)?
- Exame Físico: Durante o exame físico, o médico observa a articulação afetada para verificar a presença de:
- Inchaço visível (distensão da cápsula articular).
- Calor ao toque.
- Sensibilidade à palpação.
- Limitação da amplitude de movimento.
- Testes específicos, como o sinal do baloteio (no joelho), que é uma técnica que ajuda a confirmar o acúmulo de líquido articular ao comprimir a patela contra o fêmur.
Essa etapa inicial é essencial para direcionar os próximos passos da investigação e levantar as principais hipóteses diagnósticas.
Exames Complementares
Para complementar a avaliação clínica e confirmar o diagnóstico, bem como identificar a causa subjacente e a extensão do problema, o médico pode solicitar os seguintes exames:
- Ultrassonografia (USG): É um exame rápido e não invasivo que pode confirmar a presença de líquido articular, estimar seu volume, identificar a espessura da membrana sinovial e detectar cistos (como o cisto de Baker). Também é útil para guiar a punção articular.
- Raio-X (Radiografia): Embora não mostre o líquido diretamente, o raio-X pode revelar sinais de artrose (desgaste da cartilagem), fraturas, corpos estranhos, depósitos de cálcio (pseudogota) e alinhamento articular, fornecendo informações importantes sobre a saúde óssea da articulação.
- Ressonância Magnética (RM): Considerado o exame mais detalhado para avaliação de tecidos moles, a ressonância magnética pode visualizar com precisão lesões internas em ligamentos, meniscos, cartilagem, além de inflamações na membrana sinovial e o volume de líquido sinovial. É inestimável para identificar a causa exata do derrame articular.
- Punção Articular (Artrocentese): Em algumas situações, principalmente quando há suspeita de infecção, gota, ou para diferenciar tipos de derrames, é indicada a punção articular. Consiste na retirada de uma amostra do líquido articular acumulado com uma agulha fina. Esse líquido é enviado para análise laboratorial, que pode detectar a presença de:
- Células inflamatórias.
- Bactérias ou outros microrganismos (indicando infecção).
- Cristais (urato de sódio na gota, pirofosfato de cálcio na pseudogota).
- Sangue (hemartrose).
- Características físicas do líquido (viscosidade, cor, turbidez).
Tratamentos para Derrame Articular (Abordagens e Intervenções)
Medidas Iniciais e Conservadoras
Nos primeiros dias após o surgimento do derrame, ou para o manejo de sintomas leves, medidas conservadoras são frequentemente indicadas:
- Repouso: Evitar atividades que sobrecarregam a articulação afetada é essencial para permitir a redução da inflamação e do acúmulo de líquido articular.
- Aplicação de Gelo (Crioterapia): Compressas de gelo aplicadas na região por 15-20 minutos, várias vezes ao dia, ajudam a reduzir o inchaço, a inflamação e a dor.
- Elevação da Perna: Manter a articulação afetada elevada acima do nível do coração (especialmente o joelho) auxilia no retorno venoso e linfático, contribuindo para diminuir o inchaço.
- Compressão: O uso de faixas elásticas ou joelheiras de compressão pode ajudar a controlar o inchaço, mas deve ser orientado por um profissional para evitar compressão excessiva.
- Anti-inflamatórios: Em alguns casos, o médico pode prescrever um anti-inflamatório para coluna ou para a articulação afetada, de uso oral ou tópico, para controlar a dor e o processo inflamatório.
Essas medidas atuam no controle dos sintomas e podem melhorar o conforto do paciente rapidamente. No entanto, não substituem a investigação da causa do derrame articular, que é fundamental para evitar recorrências e complicações a longo prazo.
Tratamento Medicamentoso
O uso de medicamentos é uma parte integral do tratamento do derrame articular, visando controlar a dor e a inflamação:
- Analgésicos: Medicamentos para aliviar a dor, como paracetamol ou dipirona.
- Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Podem ser prescritos para reduzir a inflamação e a dor. Exemplos incluem ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno. É importante usar conforme a orientação médica devido aos potenciais efeitos colaterais.
- Antibióticos: Em casos de infecção articular (artrite séptica), o tratamento urgente com antibióticos específicos, geralmente administrados por via intravenosa, é vital para erradicar a infecção e prevenir danos articulares permanentes.
- Medicamentos para Doenças Específicas: Para derrames causados por condições como gota, artrite reumatoide ou lúpus, medicamentos específicos para essas doenças (como colchicina, alopurinol, metotrexato ou imunossupressores) serão necessários.
É crucial que a prescrição e o acompanhamento do uso de medicamentos sejam feitos por um médico, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento.
Fisioterapia e Reabilitação
A fisioterapia para coluna e outras articulações desempenha um papel crucial na recuperação funcional da articulação afetada por um derrame articular. Após o controle da fase aguda de dor e inchaço, a fisioterapia auxilia na :
- Recuperação da Mobilidade: Exercícios de amplitude de movimento para restaurar a flexibilidade articular.
- Fortalecimento Muscular: Exercícios específicos para fortalecer os músculos que suportam a articulação (por exemplo, quadríceps e isquiotibiais para o joelho), melhorando a estabilidade e prevenindo novos episódios.
- Controle da Dor e do Inchaço: Uso de modalidades como ultrassom terapêutico, eletroterapia e mobilização manual.
- Reeducação Postural e da Marcha: Correção de padrões de movimento que possam estar contribuindo para o problema.
Exercícios leves e orientados por um profissional reduzem a sobrecarga na articulação e aceleram o processo de reabilitação. Além disso, fortalecem a musculatura ao redor da articulação, prevenindo novos episódios de derrame articular.
Punção Articular (Artrocentese) e Infiltrações
Em algumas situações, procedimentos mais intervencionistas podem ser necessários:
- Punção Articular (Artrocentese): Consiste na retirada do excesso de líquido articular através de uma agulha. Este procedimento proporciona alívio rápido da pressão e da dor, e o líquido coletado é enviado para análise. A punção articular é frequentemente diagnóstica e terapêutica.
- Infiltrações: Após a punção articular (ou em casos selecionados), o médico pode realizar infiltrações com medicamentos diretamente na articulação. Os mais comuns incluem:
- Corticosteroides: Potentes anti-inflamatórios que podem ser injetados para reduzir a inflamação local e proporcionar alívio prolongado da dor.
- Ácido Hialurônico (Viscossuplementação): Utilizado principalmente em casos de osteoartrite, o ácido hialurônico (componente natural do líquido sinovial) pode ajudar a melhorar a lubrificação e a função da articulação.
Esses procedimentos devem ser feitos por um médico especializado, com técnica estéril e guia por imagem (ultrassom ou fluoroscopia) para garantir precisão e evitar complicações.
Quando a Cirurgia Pode Ser Necessária?
A cirurgia para derrame articular não é o tratamento primário para a condição em si, mas sim para a causa subjacente. Pode ser indicada em casos como:
- Lesões Graves: Reparo de ligamentos rompidos (LCA), sutura de meniscos ou fixação de fraturas.
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Artroscopia para Limpeza: Remoção de fragmentos de cartilagem ou menisco, ou para o tratamento de certas lesões internas que causam derrames recorrentes.
- Sinovectomia: Remoção cirúrgica da membrana sinovial em casos de inflamação crônica e refratária ao tratamento conservador.
- Artroplastia (Prótese Articular): Em casos avançados de osteoartrite com derrame articular crônico e dor incapacitante, a substituição total do joelho pode ser a última opção.
O tratamento do derrame articular é, portanto, multifacetado e exige uma avaliação cuidadosa para determinar a melhor estratégia para cada paciente.
Derrame Articular e Afastamento do Trabalho (Aspectos Trabalhistas e Previdenciários)

Em situações de dor intensa, significativa limitação de movimento ou quando há complicações como infecção, o derrame articular pode, de fato, impedir a realização das atividades profissionais habituais, justificando o afastamento do trabalho. Este é um aspecto importante a ser considerado, especialmente para trabalhadores que dependem da função de sua articulação afetada.
Condições para Afastamento
O afastamento do trabalho é mais comum em funções que exigem:
- Esforço físico significativo.
- Permanência em pé ou caminhada por longos períodos.
- Movimentos repetitivos da articulação afetada (como no joelho ou tornozelo).
- Manuseio de cargas pesadas.
- Trabalho em ambientes que expõem a articulação a riscos de trauma.
Processo de Afastamento e Benefícios Previdenciários
O afastamento deve ser avaliado e prescrito por um médico, que definirá o tempo necessário para a recuperação. Inicialmente, a empresa pode cobrir os primeiros 15 dias de afastamento. No entanto, quando o período de afastamento é prolongado (mais de 15 dias consecutivos), o trabalhador precisa passar por perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para comprovar a incapacidade temporária e ter direito ao benefício previdenciário, como o auxílio-doença.
Para dar entrada no benefício, é fundamental apresentar laudos médicos detalhados, exames complementares (ressonância magnética, ultrassom, relatório da punção articular) e relatórios de fisioterapia que atestem a condição e a necessidade do afastamento. O médico perito do INSS avaliará a documentação e o quadro clínico para determinar a concessão do benefício.
O derrame articular da afastamento do trabalho em alguns casos é uma realidade para proteger o trabalhador e permitir sua recuperação plena, evitando agravamento da lesão e cronicidade da dor. É importante que o paciente mantenha contato constante com o médico assistente e a empresa para gerenciar o processo de afastamento e retorno.
Prevenção do Derrame Articular (Estratégias e Hábitos Saudáveis)
A prevenção do derrame articular concentra-se em proteger as articulações de lesões e desgastes excessivos, bem como no manejo de doenças subjacentes. A adoção de hábitos saudáveis e estratégias preventivas pode reduzir significativamente o risco de desenvolver essa condição.
- Fortalecimento Muscular: O fortalecimento dos músculos ao redor das articulações (especialmente no joelho, tornozelo e cotovelo) oferece suporte e estabilidade, reduzindo o impacto sobre as estruturas articulares. A fisioterapia para coluna e membros é excelente para isso.
- Prática de Exercícios Moderados e Controlados: Atividades físicas supervisionadas, como musculação leve, pilates, yoga e hidroginástica, ajudam a manter a estabilidade, flexibilidade e mobilidade articular sem sobrecarga excessiva. Evitar exercícios de alto impacto ou com movimentos bruscos se houver histórico de lesões.
- Uso de Calçados Adequados: Sapatos que oferecem bom suporte e amortecimento são cruciais para distribuir o peso de forma equilibrada e proteger as articulações dos membros inferiores (pé, tornozelo, joelho).
- Manutenção de um Peso Corporal Saudável: O excesso de peso aumenta significativamente a carga sobre as articulações de suporte de peso, como os joelhos e tornozelos, acelerando o desgaste da cartilagem e aumentando o risco de derrame articular e osteoartrite.
- Postura Correta: Adotar uma postura ereta e equilibrada durante o trabalho, em pé ou sentado, e nas atividades do dia a dia, distribui o estresse de forma adequada e evita sobrecargas desnecessárias na coluna e nas articulações.
- Técnicas de Levantamento Seguras: Ao levantar objetos pesados, sempre dobre os joelhos e mantenha o objeto próximo ao corpo para usar a força das pernas e não sobrecarregar a coluna e as articulações.
- Aquecimento e Alongamento: Realizar um aquecimento adequado antes da atividade física e alongamentos após o exercício ajuda a preparar a articulação e a musculatura, prevenindo lesões internas.
- Controle de Doenças Crônicas: Para indivíduos com condições como artrite reumatoide, gota ou lúpus, seguir rigorosamente o tratamento médico é fundamental para controlar a doença e prevenir a inflamação e o derrame articular.
- Evitar Sobrecarga Repetitiva: Conscientizar-se sobre movimentos repetitivos excessivos no esporte ou no trabalho e procurar formas de minimizá-los ou alterná-los pode reduzir o risco de inflamação crônica e derrame.
Pequenas mudanças nos hábitos podem fazer uma grande diferença na prevenção e na saúde articular a longo prazo, reduzindo a necessidade de tratamento para derrame articular.
Perguntas Frequentes sobre Derrame Articular
Para ajudar a esclarecer as dúvidas mais comuns sobre a condição, compilamos algumas perguntas frequentes com respostas claras e objetivas.
O que causa derrame articular?
O derrame articular pode ser causado por uma variedade de fatores, incluindo traumas (como entorses, fraturas e lesões meniscais), inflamações (como na artrite reumatoide e osteoartrite), infecções na articulação (artrite séptica), e doenças metabólicas (como a gota). O acúmulo de líquido articular é uma resposta do corpo a esses problemas internos na articulação.
É perigoso derrame articular?
Na maioria dos casos, o derrame articular não é perigoso por si só, mas é um sinal de alerta de que há um problema subjacente na articulação que precisa ser investigado e tratado. No entanto, se o derrame for causado por uma infecção (artrite séptica) ou por uma hemartrose significativa, pode ser uma condição grave que exige tratamento médico imediato para evitar danos permanentes à articulação e complicações sistêmicas. Em geral, o derrame articular tem cura quando a causa é devidamente tratada.
O que é bom para tratar um derrame articular?
Qual tipo de fisioterapia para derrame articular?
O tipo de fisioterapia para derrame articular é individualizado, mas geralmente foca em:
- Redução da Dor e do Inchaço: Com modalidades como gelo, ultrassom e eletroterapia.
- Ganho de Amplitude de Movimento: Com exercícios de alongamento e mobilização articular suave.
- Fortalecimento Muscular: Para os músculos que suportam a articulação e ajudam na sua estabilidade (por exemplo, no joelho, fortalecer o quadríceps e isquiotibiais).
- Reeducação da Marcha e Postural: Para otimizar o movimento e prevenir futuras lesões.
- Terapia Manual: Para liberar tensões e melhorar a função.
O fisioterapeuta criará um plano específico para a sua condição.
Conclusão sobre Derrame Articular
Com um diagnóstico precoce e a implementação de um tratamento adequado e individualizado – que pode incluir desde medidas conservadoras, medicamentos e fisioterapia, até procedimentos como punção articular e infiltrações, ou mesmo cirurgia para corrigir a causa subjacente –, a recuperação tende a ser mais rápida e o risco de complicações a longo prazo é reduzido. É importante ressaltar que o derrame articular tem cura na maioria dos casos quando a origem do problema é eficientemente abordada.
Sempre que houver sintomas persistentes, que pioram com o tempo, ou que são acompanhados de sinais de alerta (como febre, vermelhidão ou dor insuportável), é essencial buscar acompanhamento médico imediato. Um profissional de saúde qualificado poderá realizar o diagnóstico correto e orientar o melhor tratamento para preservar a saúde e a função da articulação afetada, como o joelho, evitando consequências mais graves. A prevenção, por meio de hábitos saudáveis e cuidados com as articulações, também desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde articular.